PISOS DE CONCRETO 

Execução (com parceria) de PISO INDUSTRIAL de precisão nivelado a laser em laje de concreto monolítico com acabamento superficial que podem ser:

· vitrificado
· polido
· camurçado
· vassourado







 
 

Procedimentos de execução dos serviços de construção dos pisos:

· Preparação e limpeza do substrato
· Saturação com água e posterior aplicação de nata de cimento
· Nivelamento de formas metálicas com aparelho de nível laser
· Lançamento, espalhamento, vibração e moldagem do concreto com réguas vibratórias treliçadas auto-propelidas
· Regularização da superfície com rodos de corte (slap cutter) alisador (Bull float) e adensamento da superfície com a utilização de discãos planos metálicos (float pans), acoplados as acabadoras de superfície simples e duplas
· Acabamento final com nivelamento:
  Ff : 40 – 30
Fl : 30 – 20
· Abertura de juntas de retração (corte a serra cliper)
· Procedimentos de cura do concreto (primeira etapa)
   
ENDURECEDOR DE SUPERÍCIE – AGENTE ANTIPÓ
Funciona com agente de cura, aumentando a dureza superficial e a resistência à abrasão de concreto.

 

Tipos de aço e perfis para estrutura metálica de edifícios

A construção de edifícios com estrutura metálica é coisa antiga no exterior, principalmente nos EUA. Aqui no Brasil esta tecnologia começou a chegar para valer há apenas alguns anos. Talvez por isto, alguns Arquitetos e Engenheiros acostumados com estruturas de concreto armado têm dificuldade para se adaptar à estrutura metálica. Para estes, mostraremos um pouco dos materiais utilizados em substituição às vigas, pilares e lajes convencionais.


Nas construções com estrutura metálica a escolha do tipo de aço é feita em função de aspectos ligados a:
Meio ambiente onde as estruturas se localizam,
Previsão do comportamento estrutural de suas partes, devido à geometria e aos esforços solicitantes.
Meio industrial com atmosfera agressiva à estrutura,
Proximidade de orla marítima, e
Manutenção necessária e disponível ao longo do tempo

Os fatores acima influenciam a escolha de diversas maneiras. Por exemplo, condições ambientais adversas exigem aços de alta resistência à corrosão. Por outro lado, peças comprimidas com elevado índice de esbeltez ou peças fletidas em que a deformação (flecha) é fator preponderante são casos típicos de utilização de aços de média resistência mecânica. No caso de peças com baixa esbeltez e onde a deformação não é importante, fica mais econômica a utilização dos aços de alta resistência.

Os aços estruturais utilizados no Brasil são produzidos segundo normas estrangeiras (especialmente a ASTM (American Society for Testing and Materials) e DIN (Deutsche Industrie Normen) ou fornecidos segundo denominação dos próprios fabricantes. Assim, os aços disponíveis por aqui estão listados na tabela abaixo:

Aços de média resistência para uso geral
Descrição Material
Perfis, chapas e barras redondas acima de 50 mm ASTM A- 36
Chapas finas ASTM A-570 e SAE 1020
Barras redondas (6 a 50 mm) SAE 1020
Tubos redondos sem costura DIN 2448, ASTM A-53 grau B
Tubos quadrados e retangulares, com e sem costura DIN 17100
Aços estruturais, baixa liga, resistentes à corrosão atmosférica, média resistência mecânica
Chapas USI-SAC 41 (USIMINAS)
Chapas Aço estrutural com limite de escoamento de 245 MPa (COSIPA)
Aços estruturais, baixa liga, resistentes à corrosão atmosférica, alta resistência mecânica
Chapas ASTM A-242, ASTM A-588 COS-AR-COR (COSIPA), USI-SAC-50 (USIMINAS) e NIOCOR (CSN)
Perfis ASTM A-242, A-588 (COFAVI)

Claro que há casos específicos, mas de maneira geral pode-se dizer que os perfis de aço utilizados na construção de edifícios de andares múltiplos são os mesmos empregados na construção de galpões e outras estruturas.

Perfis para colunas

As colunas de edifícios são dimensionadas fundamentalmente à compressão. São utilizados então perfis que possuam inércia significativa também em relação ao eixo de menor inércia, como é o caso dos perfis “H” que têm largura da mesa, igual ou próxima à altura da seção. A figura abaixo mostra alguns perfis utilizados como colunas:


Perfis para vigas

Os perfis de aço utilizados nas vigas dos edifícios são dimensionados pressupondo-se que terão a mesa superior travada pelas lajes. Neste conceito, as vigas não estarão portanto sujeitas ao fenômeno da flambagem lateral com torção.
No caso de vigas bi-apoiadas, é comum usar vigas mistas onde o perfil em aço trabalha solidário com a laje, obtendo-se uma solução mais econômica. A figura abaixo mostra o funcionamento de algumas soluções para as vigas de estrutura metálica:


Perfis para os contraventamentos

As seções dos perfis para contraventamentos costumam ser leves. Sua escolha leva em conta a esbeltez e a a resistência aos esforços normais. No caso de edifícios a esbeltez das peças tracionadas principais é limitada a 240mm e das comprimidas limitadas a 200mm. Os perfis comumente utilizados são os da figura abaixo>


Lajes de Piso

As lajes deverão ser convenientemente ancoradas às mesas superiores das vigas, através dos conectores (vide a seguir) para que façam parte da “viga mista”.
As soluções usuais para lajes, no caso de vigas mistas em edifícios de andares múltiplos, são mostradas a seguir:

Laje fundida in-loco
É ainda a solução mais econômica no país, apresenta a desvantagem de exigir formas e cimbramentos durante a fase de cura.


Laje com forma em aço, incorporada
A laje é fundida in-loco sobre forma de chapa de aço conformada, capaz de vencer os vãos entre vigas, e que inclusive passa a ser a ferragem positiva da laje. É um sistema que tem vantagem de prescindir, em boa parte dos casos, de formas e escoras durante a cura, liberando dessa forma a área sob a laje para outros trabalhos. Além disso, a seção transversal da forma abre espaço para passagem dos dutos e cabos de utilidades.


Laje pré-moldada
Nesse caso o painel pré-moldado de laje é colocado diretamente sobre a viga de aço sem a necessidade de escoramentos e com a vantagem da liberação imediata da área para outros serviços. Esse sistema exige cuidado especial para a execução da ancoragem da laje na mesa superior da viga de aço, com vistas ao funcionamento como viga mista.


Conectores
Os conectores têm a função de transmitir os esforços de cisalhamento longitudinal entre a viga de aço e a laje, no funcionamento da viga mista.

Dentre os vários tipos de conectores, os mais usados são o pino com cabeça e o perfil “U”.

O item 6.4 da NBR 8800 (Conectores de cisalhamento) apresenta as resistências dos conectores tipo pino com cabeça e perfil “U” e dá as diretrizes para o seu projeto e instalação. A Figura ao lado ilustra os diversos tipos de conectores.

Paredes

As paredes dos edifícios com estrutura metálica normalmente são de alvenaria, construídas com tijolo furado ou com tijolo de concreto leve. Dependendo da finalidade do edifício, as paredes internas são substituídas pelas paredes divisórias desmontáveis, que conferem flexibilidade ao lay-out do andar.

As paredes externas normalmente são o resultado da combinação de vários materiais, para se obter o efeito arquitetônico desejado. Uma solução comum é a utilização de alvenaria com esquadria de aço ou alumínio para as janelas.



Outra solução para as paredes externas consiste na utilização de painéis pré-fabricados ou pré-montados combinando diversos materiais como concreto, chapas em aço pintadas, esquadrias de aço e alumínio, vidro e fibra de vidro, dentro da solução arquitetônica desejada.

Dicas de construção - Projeto

De posse do terreno, e legalmente registrado, é hora de pensar no projeto. É hora de por no papel os seus planos, mas ... Por onde começar? Será econômico gastar dinheiro com Arquitetos e Engenheiros se é tão fácil traçar as paredes num papel e dar para um empreiteiro construir?
      Nem pense nisso! Como diz a sabedoria popular “o barato sai caro”, e em construção esse ditado se aplica literalmente. Fazer economia no projeto é a maior ingenuidade que você poderia cometer.
      O preço do projeto representa, aproximadamente, 5% do custo total da obra. Construir sem projeto pode significar ter que demolir e reconstruir algumas partes da casa ou refazer alguns serviços podendo chegar a prejuízos de cifras totalmente imprevisíveis, além da perda da qualidade da sua construção.
      Resultado: custos altos, tempo perdido, aborrecimentos, etc.

O Projeto de Arquitetura
      Quando se fala no projeto da casa ou do prédio, na verdade está-se falando num conjunto de projetos que incluem o Projeto Arquitetônico, o Projeto Estrutural, o Projeto Elétrico, o Projeto Hidrosanitário, o Projeto de Telefonia, de Ar condicionado, e outros que devam complementar esse conjunto em função do que se deseja construir.
      Nos casos comuns de residências e pequenas construções residenciais e comerciais os cinco primeiros projetos, acima relacionados, atendem perfeitamente.
      O primeiro projeto, que vai servir de base para a feitura dos demais, é o Projeto Arquitetônico. Normalmente elaborado por um arquiteto, o Projeto de Arquitetura é a materialização de uma idéia, aliada a aspectos técnicos tais como funcionalidade, conforto, estética, salubridade e segurança, além de outros aspectos legais. É a interface entre a idéia e a realidade do que se deseja construir.
      Nele estão representados os cômodos com suas divisões, dimensões e áreas, as peças sanitárias dos banheiros e áreas de serviço, a disposição do mobiliário, tudo isso em planta (horizontal) e em cortes (vertical). Inclui-se também nesse projeto a locação do terreno, o detalhamento do telhado e as fachadas.
      O Projeto Arquitetônico deve ser aprovado no órgão competente da Prefeitura Municipal, podendo o custo dessa aprovação estar ou não incluído nos serviços do arquiteto, devendo ser combinado antes.

Projetos Complementares
      Aprovado o Projeto de Arquitetura passa-se à feitura dos demais projetos complementares, que devem ser elaborados por engenheiros civis e eletricistas. Estes deverão, ainda, atender rigorosamente ao Projeto Arquitetônico em todos os seus detalhes e especificações.
      O Projeto Estrutural, também chamado de Cálculo Estrutural é o dimensionamento das estruturas, geralmente de concreto armado, que vão sustentar a edificação, transmitindo as suas cargas ao terreno. Elaborado por um engenheiro civil, esse projeto é de fundamental importância, pois é o responsável pela segurança do prédio contra rachaduras (trincas) e desabamentos. Uma estrutura com lajes, vigas, pilares e fundações superdimensionados representa custos altos e não significa obrigatoriamente segurança. É preciso que haja um perfeito equilíbrio entre o concreto e o aço dentro dos elementos estruturais para que as peças sejam consideradas seguras e, conseqüentemente, toda a obra. Uma estrutural mal dimensionada pode, até, não cair, mas trazer problemas como trincas que são, na maioria das vezes, de solução muito difícil e cara.
      Para elaboração do Projeto Estrutural será necessário, além do Projeto Arquitetônico, o Laudo de Sondagem. Esse documento, detalhadamente confeccionado por empresas especialistas em sondagens, apresenta o perfil do solo abaixo do nível zero, ou seja, com todos os tipos de camadas de solos e suas respectivas resistências à compressão. Este laudo é necessário para o dimensionamento adequado das fundações. Sem ele o engenheiro projetista de estruturas deverá prever, por medida de segurança, resistências do solo inferiores, aumentando conseqüentemente as bases das fundações. Em construções de mais de dois pavimentos o Laudo de Sondagem é indispensável.
      O Projeto de Instalações Elétricas deve ser elaborado por um engenheiro eletricista e vem a ser o dimensionamento das cargas elétricas, fios, eletrodutos, disjuntores e vários outros elementos com seus respectivos detalhamentos. É um projeto muito importante, pois uma instalação mal dimensionada e mal executada, apesar do emprego de material de 1ª qualidade, pode acabar gerando grandes despesas futuras e até acidentes de grandes proporções como incêndios.
      O Projeto de Instalações Hidrosanitárias pode ser feito por um engenheiro civil ou por um arquiteto e é o responsável pelo bom dimensionamento das tubulações de águas e esgotos sanitários e pluviais. Promove economia, conforto e higiene. Casos comuns de pouca pressão de água em chuveiros e mal cheiro em ralos são oriundos da falta de um bom Projeto Hidrosanitário.

Fonte: Eng. Luiz Carlos Thiers Silva

 

 

A nova NBR 6118 e a durabilidade das estruturas

Assunto

Neste artigo os professores Sílvia Santos, André Sagave e Luiz Duarte discorrem sobre as principais modificações contidas na recente publicação da Norma NBR 6118:2003 no que se refere a questão da Durabilidade das estruturas. O novo texto da norma introduziu novos conceitos ao projeto das estruturas quando comparado ao texto da NBR 6118:1978 como, por exemplo, o conceito de Classe de Agressividade do Ambiente (CAA), que interfere no valor  da Classe do concreto e do cobrimento das armaduras. As discussões apresentadas no artigo pretendem auxiliar os profissionais na interpretação do novo texto, neste período de transição até sua entrada em vigor, em março de 2004.

Artigo

Com a entrada em vigor da nova NBR 6118:2003, o cálculo, o dimensionamento e a construção de estruturas de concreto no Brasil passam a ser encarados sob um outro prisma. Novos conceitos de exigências de dimensionamento e qualidade provocarão importantes transformações na indústria da construção.

Com a definição de vida útil e durabilidade das estruturas já estabelecidas na fase do projeto, a especificação de concretos com características de resistência e de durabilidade superiores às normalmente praticadas no País, implicarão em mão-de-obra melhor qualificada, projetos racionalizados e compatibilizados, além de processos executivos claros e bem controlados.

O enfoque do novo texto demonstra a necessidade de maior critério do projetista de estruturas na especificação dos itens relacionados às questões de durabilidade, como drenagem, formas arquitetônicas, qualidade do concreto de cobrimento, detalhamento das armaduras, controle da fissuração e deslocamentos, medidas especiais e inspeção e manutenção preventiva. Isso não apenas busca a durabilidade dos elementos estruturais, mas também contribui para a durabilidade global dos demais elementos do sistema construtivo, como alvenaria e revestimento, por exemplo.

Principais mudanças relacionadas à durabilidade

A nova NBR-6118:2003 traz procedimentos que contribuirão com a garantia da qualidade das estruturas de concreto, sobretudo no que diz respeito à sua durabilidade. A introdução de classes de agressividade do ambiente é uma das inovações apresentadas no novo texto. Esta classificação está relacionada às ações físicas e químicas que atuam sobre as estruturas de concreto, independente das ações mecânicas, das variações volumétricas de origem térmica, da retração hidráulica e outras previstas no dimensionamento das estruturas de concreto. A tabela 1 apresenta uma forma simplificada de avaliar a agressividade em função das condições de exposição da estrutura ou de suas partes.

A definição desta classe de agressividade ambiental (CAA) é fundamental na concepção do projeto estrutural, pois influenciará nos valores mínimos de resistências características que devem ser respeitados, no valor mínimo do cobrimento de armadura e na máxima abertura de fissura permitida.

Observa-se que a norma define as classes através do tipo de ambiente em que será construída a edificação (ver tabela 1). Por exemplo, áreas urbanas são consideradas CAA II, o que corresponde a uma agressividade moderada e pequeno risco de deterioração.

Entretanto, para praticamente todas as CAA (exceto CAA IV – respingos de maré) a norma permite que se admita uma classe de agressividade um nível mais brando quando se tratar de ambientes internos secos revestidos com argamassa. No caso de ambientes urbanos e industriais, uma redução em um nível na CAA também pode ser justificada se a região apresentar clima seco.

Nas especificações para o dimensionamento dos elementos estruturais, cabe destacar os requisitos relativos à relação água/cimento e resistência característica mínima (fck). A nova norma estabelece critérios de qualidade mínimos para o fck e a relação água/cimento, A/C, do concreto utilizado em obra, levando-se em conta as condições de exposição dos elementos da estrutura de concreto às intempéries. Isto é uma novidade em relação à antiga NBR-6118:1978. A tabela 2 apresenta as relações A/C máximas admissíveis e o fck mínimo exigido (classe do concreto) para o concreto em função da agressividade do ambiente e do tipo de armadura (armadura passiva – CA e armadura ativa – CP)

Ao associar a durabilidade das estruturas ao material concreto, a nova norma também prevê o uso de cimentos especiais, capazes de resistir por mais tempo ao ataque do meio ambiente. Para Rigo da Silva et al. (1999), a adoção de um fator água/cimento (A/C) máximo, como um número fechado, pode não refletir uma verdade absoluta, dada à diversidade de casos em que fenômenos ligados à deterioração do concreto armado não se explicam ou não se justificam apenas com a adoção desse parâmetro. Diante disso, a NBR-6118:2003 abre a possibilidade da flexibilização desses fatores A/C limites, mediante comprovação experimental. Isto permitirá ao meio técnico nacional uma maior motivação para a pesquisa na área de durabilidade das construções, envolvendo diversos seguimentos da Engenharia Civil e dos materiais, o que contribuirá para o desenvolvimento tecnológico da Engenharia no Brasil (VIEIRA et.al., 1996).

Valores diferentes dos apresentados na tabela 2 poderão ser adotados mediante ensaios comprobatórios do desempenho da durabilidade da estrutura, frente ao tipo e nível de agressividade prevista em projeto.

Também cabe destacar que, em função da classe de agressividade, a norma fixa um valor mínimo de fck a ser adotado tanto para concreto armado, como para concreto protendido. Quando se trata de concreto armado, o caso menos agressivo (classe de agressividade I), exige o valor mínimo de 20MPa podendo chegar ao mínimo de 40MPa, para agressividade IV. Para concreto protendido, este limites passam a ser 25 e 40 MPa respectivamente. A classe C15 pode ser usada apenas em fundações, conforme NBR 6122, e em obras provisórias.

Outra medida ligada à durabilidade diz respeito ao cobrimento das armaduras, definido também em função das condições de exposição da estrutura. Ao indicar cobrimentos mínimos maiores do que os previstos na versão anterior da norma (NBR 6118:1978), a NBR-6118:2003 pressupõe que deve ser oferecida às armaduras uma proteção complementar, desde que sejam garantidas também a qualidade da concretagem, a distribuição equilibrada da armadura na estrutura e a execução desse cobrimento (RIGO DA SILVA et. al, 2001). A tabela 3 apresenta as exigências com relação ao cobrimento nominal (cobrimento mínimo + tolerância de execução) em função da classe de agressividade ambiental.

Para interpretação da tabela 3 e escolha dos valores mínimos de cobrimento exige-se, além de uma definição criteriosa da CAA, a análise correta de todas as alternativas existentes.

O primeiro detalhe ao qual deve-se estar atento refere-se ao fato de que na tabela 3 estão relacionados os cobrimentos nominais, já acrescidos de uma tolerância de execução (Dc). Segundo a NBR 6118:2003, nas obras correntes o valor de Dc deve ser maior ou igual a 10mm. Porém, permite-se reduzir a tolerância de execução para Dc=5mm quando houver um adequado controle de qualidade, rígidos limites de tolerância durante a execução e estiver explícito, nos desenhos do projeto, esta exigência de controle rigoroso. Assim, nestes casos permite-se a redução em 5mm dos cobrimentos da tabela 3.

Outra consideração importante é que esta nova norma permite a adoção de valores de cobrimento menores (15mm) para faces superiores de lajes e vigas quando estas estiverem revestidas com contrapiso e revestimentos secos.

Especificado o valor do cobrimento nominal a ser respeitado no projeto, deve-se garantir que a dimensão máxima do agregado graúdo utilizado no concreto não supere em 20% a espessura nominal do cobrimento e ainda, em nenhuma situação, o cobrimento nominal poderá ser menor que o diâmetro da barra .

Destaca-se o fato de não ser mais recomendado um valor específico de cobrimento nominal para casos de peças em contato com o solo, como constava na versão anterior da norma.

Também  diretamente relacionado com a questão da durabilidade, outro item que sofreu alteração na nova NBR 6118 é o estado limite de serviço de abertura de fissuras (ELS-W).

Segundo a NBR 6118:2003, o controle da fissuração pode ser realizado por meio da limitação da abertura estimada de fissura ou, simplificadamente, apenas através do cálculo da tensão de serviço e verificação de diâmetros e espaçamentos máximos.

O cálculo da abertura de fissura é feito de forma estimada e emprega expressões bastante semelhantes àquelas da norma antiga (NBR6118:1978). As maiores modificações foram no que se refere aos valores máximos admissíveis para abertura de fissuras (wk), conforme ilustra a tabela 4.

Neste aspecto, a norma apresenta valores menos conservadores para o concreto armado que a versão anterior, que prescrevia abertura máxima de fissura de  0,1mm para peças não protegidas em meio agressivo; 0,2mm para peças não protegidas em meio não agressivo e 0,3mm para peças protegidas. Observa-se (tabela 4) que agora é permitido abertura de 0,4mm para casos de pequena agressividade e de 0,2mm em ambientes extremamente agressivos.

Para dispensar a verificação destes valores de abertura de fissura, a nova norma apresenta a tabela 5, que relaciona a tensão na armadura (determinada considerando-se estádio II e combinação freqüente) com valores limites de diâmetro e espaçamento entre as barras.

Com relação à durabilidade dos elementos não-estruturais da edificação, a norma atual especifica diferentes categorias para determinação de deslocamentos admissíveis em vigas e lajes (tabela 6). Assim, existem limites específicos para casos de efeitos em elementos não-estruturais, como alvenaria, caixilhos, etc.

TABELA 6 - Limites para deslocamentos

Considerando-se o critério de aceitabilidade sensorial (limitação devido ao efeito visual desagradável) o limite que anteriormente era de L/300 passa a ser menos conservador, admitindo o valor de  L/250. Entretanto, agora existe um valor específico para casos em que possam existir  danos às paredes, caixilhos e revestimentos. Neste caso, a flecha admissível passa a ter o limite de L/500, respeitando-se o valor máximo de 10mm e uma rotação do elemento estrutural não superior a 0,0017 rad.

Vale destacar que, segundo a nova NBR 6118, não é possível determinar uma altura mínima para a peça que permita dispensar a verificação da flecha, como era prescrito anteriormente. A partir de agora, sempre se deve verificar a flecha em vigas e lajes.

Considerações Finais

Os comentários feitos aqui dizem respeito a apenas algumas modificações, especialmente em relação à durabilidade, que constam no texto da nova NBR 6118:2003, que estará em vigor a partir de março de 2004.

A inclusão da tabela para seleção da agressividade do meio, onde a estrutura está inserida, pode ser considerado um avanço sob o ponto de vista da durabilidade. Contudo, não há um valor determinístico para a agressividade. Desta forma, enquadrar a obra às situações ali apresentadas dependerá do domínio do projetista em relação à norma e de seu bom senso.

Com o intuito de chamar a atenção do leitor, foram apresentadas mudanças de limites admissíveis para casos de fissuração e flechas. Entretanto, o processo de cálculo desses e de outros itens também sofreu mudanças, o que vai exigir do projetista e daqueles que farão uso da norma um estudo criterioso para adaptação de seus processos de cálculo.

 

Dez anos de dados dos serviços de água e esgotos, um retrato do saneamento básico no Brasil.

O Diagnóstico dos Serviços de Água e Esgotos 2004 do SNIS registra não somente os resultados do desempenho do setor no ano de referência de 2004, como também o histórico de evolução do SNIS em seus dez anos de existência. Fica claro, conforme demonstrado, a importância do Sistema para a avaliação do setor. A série histórica de dados, contínua a dez anos, é um excelente instrumento para o planejamento e a formulação de políticas para o setor.

A análise dos dados evidencia o grande desafio para se alcançar a universalização dos serviços de água e esgotos no país, com qualidade e eficiência. Não só é necessária a ampliação dos sistemas como também a melhoria operacional, de forma a obter padrões satisfatórios para os serviços.

Vale destacar a inclusão no Diagnóstico deste ano 2004 de um capítulo em que se faz um breve histórico do Sistema em seus dez anos. Conclusões importantes sobre o SNIS lá podem ser vistas, destacadas como lições aprendidas no período que compreende os anos de referência de 1995 a 2004.

Merece destaque também a inclusão de um capítulo com os primeiros resultados do geoprocessamento do SNIS. Trata-se de um novo patamar tecnológico introduzido pelo Sistema, disponibilizado aos agentes do setor, cuja previsão é de uma evolução contínua e gradual, possibilitando um elenco variado de aplicações importantes. No primeiro trabalho, apresentado neste ano, fez-se a aplicação do geoprocessamento para a análise de alguns indicadores em nível de bacias hidrográficas. A aplicação dos dados segundo a distribuição dos municípios por bacia hidrográfica representa um grande salto de qualidade para a análise e o planejamento integrado do setor de saneamento brasileiro, entendido no seu sentido mais amplo.

Do ponto de vista do desempenho do setor, com base nos dados presentes no SNIS, convém reproduzir aspectos importantes que possibilitam uma visão geral dos resultados. Inicialmente cabe destacar a representatividade da amostra do SNIS. Na atualização do banco de dados, com informações do ano-base de 2004, foram obtidas informações de 374 prestadores de serviços do país, sendo 25 prestadores regionais (as chamadas companhias estaduais), 7 microrregionais (pequenas instituições que atendem a dois ou mais municípios em algumas regiões do país) e 342 locais (também chamados serviços municipais). Esses prestadores conjuntamente respondem pelos serviços de abastecimento de água de 4.241 municípios brasileiros, correspondendo a 76,2% do total de municípios do país e a 93,2% da população urbana nacional. Em termos de serviços de esgotamento sanitário, esses percentuais foram 19,6% e 72,3%, respectivamente, em 1.092 municípios.

Em 2004, segundo dados do SNIS, a análise dos índices gerais de atendimento urbano mostra valores elevados, em termos de abastecimento de água, com um índice médio nacional de 95,4%. Diferentemente, em termos de esgotamento sanitário, o atendimento urbano com coleta apresenta um índice médio nacional ainda precário, igual a 50,3%. Em relação ao tratamento dos esgotos os resultados são ainda mais incipientes, com um índice médio nacional de tratamento dos esgotos gerados na área urbana de apenas 31,3%.

O elevado déficit com os serviços de esgotamento sanitário explica-se, em parte, pela ausência das companhias estaduais de saneamento na grande maioria dos municípios brasileiros no que diz respeito a esses serviços. De fato, enquanto tais companhias atuam com serviços de água em 3.887 municípios (70% do total de municípios brasileiros) em relação aos serviços de esgotos a quantidade cai para apenas 894 (16,0% do total de municípios do país).

A expansão verificada no setor em 2004, quando comparada com os dados de 2003, mostra um incremento de 1,1 milhão de ligações ativas de água e de 0,8 milhão de ligações de esgotos, totalizando novas 1,9 milhão de ligações. Para atender tal expansão o setor contou com um incremento de 19,1 mil quilômetros de redes de água e de 7,6 mil quilômetros de redes de esgotos, num total de novos 26,7 mil quilômetros de redes de água e esgotos.

No total, para o conjunto de prestadores de serviços participantes do SNIS em 2004, os resultados indicam: 31,1 milhões de ligações ativas de água (informação A02), 394,2 mil quilômetros de rede de água (informação A05) e 12,8 bilhões de m3 de água produzida (informação A06). Já para os sistemas de esgotos os dados indicam 13,9 milhões de ligações ativas (informação E02) e 148,2 mil quilômetros de redes (informação E04).

Numa análise evolutiva dos últimos quatro anos (2001 a 2004), os dados do SNIS indicam crescimentos significativos para os sistemas de abastecimento de água e de esgotamento sanitário do Brasil. A quantidade de ligações de água cresceu 13,1%, a extensão de rede 15,4% e o volume de água produzido 8,8%. Em relação aos esgotos, o crescimento da quantidade de ligações foi de 15,9% e da rede de 18,8%.

Quanto à importância do setor em termos econômico-financeiros, os resultados evidenciam o elevado volume de recursos movimentados em 2004. A receita total foi de R$ 17,3 bilhões (12% superior ao ano de 2003) enquanto que as despesas totais com os serviços, incluindo depreciação de ativos, foi de R$ 16,4 bilhões (acréscimo de 8,5% em relação ao ano de 2003). Em ambos os casos, a variação foi superior à inflação de 2004, medida pelo IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, igual a 7,6%.

Considerando todas as 25 companhias estaduais presentes no SNIS, 12 delas têm as receitas superiores às despesas totais, demonstrando uma melhoria comparativamente a 2003, quando esse número foi de 9 prestadores. São os seguintes os prestadores nessa situação: SANEATINS/TO; CAERN/RN; CAGECE/CE; COMPESA/PE; DESO/SE; CEDAE/RJ; CESAN/ES; COPASA/MG; SABESP/SP; CASAN/SC; SANEPAR/PR; SANEAGO/GO. No total do subconjunto de prestadores regionais as receitas foram superiores às despesas totais em 3,7%.

Entre os serviços locais, cerca de 67% dos que apresentaram as duas informações têm receitas superiores às despesas, sobretudo aqueles de maior porte (mesmo patamar do ano de 2003, cujo percentual foi de 68%).

Além da movimentação financeira de R$ 33,7 bilhões referente à soma das receitas e das despesas, deve-se ressaltar ainda o montante de investimentos realizados em 2004, igual a R$ 3,1 bilhões, dos quais R$ 1,1 bilhão investido em serviços de água, R$ 1,4 bilhão em serviços de esgotos e o restante em itens classificados como outros investimentos (0,3 bilhão) e despesas capitalizáveis (0,3 bilhão). Do total dos investimentos realizados, os prestadores de serviços declararam que R$ 1,6 bilhão foram com recursos próprios, ou seja, 52% do total. Em mais um ano, visto sob a ótica da origem dos recursos, confirma-se o bom resultado do setor, principalmente se considerarmos que além destes investimentos os prestadores pagaram ainda R$ 3,0 bilhões de serviço da dívida, sendo a maior parte referente a amortização de financiamentos de investimentos realizados.

Considerando os últimos quatro anos, segundo dados do SNIS, foram investidos R$ 11,5 bilhões em valores históricos, que correspondem a R$ 13,0 bilhões em valores atualizados para dezembro de 2004, utilizando-se o IPCA. Como se vê, os valores são bastante inferiores à necessidade de investimentos para a universalização dos serviços de água e esgotos no Brasil, igual a R$ 178 bilhões em 20 anos, segundo estudo realizado pelo PMSS.

Os valores médios das despesas totais com os serviços por m3 entre as companhias estaduais variaram de R$ 1,11 a R$ 3,95, enquanto que entre os serviços municipais a faixa foi de R$ R$ 0,10 a R$ 2,71. Observa-se que, tanto no limite inferior da faixa de variação quanto no limite superior, os valores médios das companhias estaduais foram maiores que os dos serviços municipais. Em termos de valor médio para cada subconjunto, os primeiros apresentaram um resultado de R$ 1,57/m3 (7,5% maior que o valor médio de 2003) e, entre os segundos este valor foi de R$ 1,05/m3 (12,9% maior que o valor de 2003).

Observa-se comportamento similar para a tarifa média, ou seja, maiores valores para as companhias estaduais, que se justifica pela necessidade de cobrir as despesas com os serviços, que também foram maiores. Em termos de valor médio, as companhias estaduais apresentaram um resultado de R$ 1,58/m3 (11,3% maior que o valor de 2003) e, entre os serviços municipais este valor foi de R$ 1,11/m3 (13,3% maior que o valor de 2003 e 30% menor que a tarifa das companhias estaduais). Aqui também, em ambos os casos, a variação foi superior à inflação de 2004, medida pelo IPCA, igual a 7,6%.

A tarifa média cobrada pelos serviços de água + esgotos, para todo o conjunto de prestadores de serviços participantes do SNIS em 2004, foi de R$ 1,47/m3.

Em termos de geração de emprego e renda, os resultados do setor são altamente significativos para o país. O número de empregos envolvidos diretamente com a prestação dos serviços em 2004 foi de 165 mil, incluídos nesse total os empregos diretos dos próprios prestadores de serviços (igual a 112 mil) e os que resultam das atividades terceirizadas (igual a 53 mil). Além desses, a atividade de prestação de serviços de água e esgotos gera empregos na indústria de materiais e equipamentos, na execução de obras e na prestação de outros serviços de engenharia, na área de projetos e consultoria. A estimativa neste caso, é de que o setor saneamento brasileiro, no ano de 2004, ao investir cerca de R$ 3,1 bilhões gerou, aproximadamente, 164 mil empregos diretos, indiretos e de efeito renda. Portanto, no total são 329 mil trabalhadores.

O grande contingente de pessoal alocado não foi suficiente para garantir um bom desempenho no quesito perdas de água. No ano de 2004, segundo dados do SNIS, o valor médio das perdas de faturamento para todo o conjunto de prestadores de serviços foi de 40,4%. A situação continua preocupante, pois mesmo em um ambiente em que há bastante espaço para melhoria, houve um acréscimo de 1 ponto percentual em relação ao ano de 2003, quando o valor médio foi de 39,4%.

A análise dos resultados segundo o prestador de serviços, mostra que entre os de abrangência regional apenas dois dos 25 apresentam índices inferiores a 25% (CAESB/DF e COPASA/MG) e há 9 prestadores com índices superiores a 50% (CAER/RR, CAERD/RO, CAESA/AP, DEAS/AC, AGESPISA/PI, CAEMA/MA, CASAL/AL, COMPESA/PE e CORSAN/RS). Na média de todo o subconjunto de abrangência regional, a situação é grave, pois o índice atual (40,1%) cresceu 0,8 ponto percentual em relação ao do ano de 2003.

Para os prestadores de abrangência local, há também diferenças significativas entre os valores do indicador de perdas de faturamento, que varia de menos de 25%, em 132 casos, a outros 45 superiores a 60%, para 314 prestadores em que foi possível calcular o indicador. Os resultados apontaram uma média de 41,6% para os prestadores de abrangência local (observa-se também um aumento preocupante de 1,1 ponto percentual em relação ao ano de 2003). Dentre esses, o índice médio foi de 40,2% para os serviços prestados por entes de direito público (LPu), de 38,8% para o subconjunto de serviços organizados como entes de direito privado (LPr) e de 51,0% para as empresas privadas (LEP).

Os dados apresentados dão um retrato do saneamento básico no Brasil e uma mostra do potencial de uso do SNIS, permitindo uma análise isenta da prestação de serviços de água e esgotos no Brasil, com possibilidade de identificação de tendências em relação a custos, receitas e padrões dos serviços, e de elaboração de inferências a respeito da trajetória das variáveis mais importantes para o setor, e assim, o desenho de estratégias de intervenção com maior embasamento.

 

Tabela - Concreto e componentes

CONCRETO

O Concreto é uma mistura, em determinadas proporções, de quatro componentes básicos: cimento, pedra, areia e água.
Tipos de concreto: simples, armado e magro.
O concreto simples é preparado com os 4 componentes básicos e tem grande resistência aos esforços de compressão, mas baixa resistência aos esforços de tração.
Já o concreto armado tem elevada resistência tanto aos esforços de tração como aos de compressão, mas para isso precisa de um quinto componente: armadura ou ferro.
O concreto magro é na verdade um concreto simples com menos cimento. Ele é mais econômico mas só pode ser usado em partes da construção que não exijam tanta resistência e impermeabilidade.

COMPONENTES DO CONCRETO

1.Cimento
As matérias  primas do cimento são calcário, argila, gesso e outros materiais denominados adições. A sua fabricação exige grandes e complexas instalações industriais, como um possante forno giratório que chega a atingir temperaturas próximas a 1500ºC.
No mercado existem diverso tipos de cimento. A diferença entre eles está na composição, mas todos atendem às exigências das Normas Técnicas Brasileiras. Cada tipo tem o nome e a sigla correspondente estampada na embalagem, para facilitar a identificação. Os tipos de cimento adequados aos usos gerais no meio rural são os seguintes:

NOME                                                                          SIGLA (estampada na embalagem)

CIMENTO PORTLAND comum com adição                   CP I-S-32
CIMENTO PORTLAND composto com escória              CP II-E-32
CIMENTO PORTLAND composto com pozolana           CP II-Z-32
CIMENTO PORTLAND composto com filer                   CP II-F-32
CIMENTO PORTLAND de alto forno                             CP III-32
CIMENTO PORTLAND pozolânico                                CP IV-32

Existem ainda outros tipos de cimento para usos específicos.
Em sua embalagem original - sacos de 50  kg - o cimento pode ser armazenado por cerca de 3 meses, desde que o local seja fechado coberto e seco. Além disso, o cimento deve ser estocado sobre estrados de madeira, em pilhas de 10 sacos, no máximo.

2. Pedra
A pedra utilizada no concreto pode ser de dois tipos:
- seixo rolado de rios, cascalho ou pedregulho;
- pedra britada ou brita.
Os seixos rolados são encontrados na natureza. A pedra britada é obtida pela britagem mecânica de deterninadas rochas duras.
Independentemente da origem, o tamanho das pedras varia muito e tem influência na qualidade do concreto. Por isso, as pedras são classificadas por tamanhos medidos em peneiras (pela abertura da malha). As
Normas Técnicas brasileiras estabelecem 6 tamanhos:

TAMANHO DAS PEDRAS

Pedra  zero (ou pedrisco)                                4,8mm a 9,5mm
Pedra1                                                            9,5mm a 19mm
Pedra2                                                            19mm a  25mm
Pedra3                                                            25mm a  38mm
Pedra4                                                            38mm a 76mm
Pedra-de-mão

O concreto das benfeitorias rurais pode ser feito com pedras 1 ou 2, as mais encontradas no comércio de materiais de construção.
Se forem utilizados seixos rolados, cascalho ou pedregulho, das propriedades, convém classificar esse material antes de seu uso. A forma mais simples, porém menos precisa, de fazer isso é apanhar um punhado de pedras do monte a ser usado e medir a maior dimensão de cada uma com uma régua milimitrada. A maioria das pedras medidas deverá se enquadrar da faixa de pedra 1  (9,5mm a 19mm) e pedra 2 (19mm a 25mm).
Caso o material disponível não esteja de acordo com essas medidas, consulte um proffisional especializado a respeito.
Tanto os seixos rolados como a pedra britada devem estar limpos antes de seu uso. O pó de britagem, o barro da jazida, galhos, folhas, raízes, devem ser retirados à mão ou por lavagem.

3-Areia
A areia utilizada no concreto é obtida em leitos e margens de rios, ou em portos e bancos de areia.
A areia deve ter grãos duros. E, assim como a pedra, ela  também precisa estar limpa e livre de torrões de barro, galhos, folhas e raízes antes de ser usada.
As Normas Técnicas Brasileiras classificam a areia, segundo o tamanho de seus grãos, em: muito fina, fina, média, grossa.
Mas isso só tem importância em obras de maior porte. Nesses casos, é necessário consultar um profissional especializado, pois essa classificação só pode ser feita, com precisão, em laboratório.

4- Água
A água a ser utilizada no concreto deve ser limpa  - sem  barro, óleo, galhos, folhas e raízes. Em outras palavras, água boa para o concreto é água de beber. Nunca use água servida ( de esgoto humano ou animal, de cozinha, de fábricas, etc.) no preparo do concreto.

5- Armadura
A armadura é conposta de barras de aço, também chamadas de ferro de construção ou vergalhões. Eles têm a propriedade de se integrar ao concreto e de apresentar elevada resistência à tração. Por isso, são colocados nas partes da peça de concreto que vão sofrer esse esforço. Por exemplo, numa viga apoiada nas extremidades, a parte de cima sofre compressão e a de baixo, tração. Nesse caso, os vergalhões devem ficar na parte debaixo das vigas.                           
Os vergalhões que compõem a armadura são amarrados uns aos outros com arame recozido.
Existem também armaduras pré-fabricadas, que ja vêm com os vergalhões unidos entre si: são as telas soldadas, que servem de armadura para lajes e pisos.
A maioria dos vergalhões tem saliências  na superfície.
As  Normas Técnicas  Brasileiras classificam os vergalhões   para concreto de acordo com a sua resistência e padronizam as bitolas. Há 3 categorias no mercado: aço CA 25, aço CA 50, aço CA 60.
Os números 25, 50 e 60 referem-se á resistência do aço : quanto maior o número, mais resistente será o vergalhão.
Os vergal`ões são vendidos em barras retas ou dobradas, com 10m a 12m de comprimento. Eles são cortados e dobrados no formato necessário, no próprio local da obra. O uso de telas soldadas em lajes e pisos reduz a mão-de-obra e elimina as perdas do método de montagem da armadura no local da obra ( pontas cortadas que sobram).
Prefira marcas de vergalhões fabricados em usinas siderúrgicas que tenham um rigoroso controle de qualidade e que respeitem as exigências das Normas Técnicas Brasileiras.

 

Tabela - Dosagem do concreto

PREPARO DO CONCRETO
A qualidade das benfeitorias executadas com concreto não depende apenas das características dos seus componentes. As sete etapas, explicadas a seguir,    também contribuem muito para garantir a qualidade e a economia desejadas.

1- Dosagem do concreto
O concreto é uma mistura dos vários componentes, em determinadas proporções, chamadas de dosagem ou traço, na linguagem da construção civil.
O traço varia de acordo com a finalidade de uso e com as condições de aplicação. A tabela seguinte apresenta os traços mais adequados para os principais usos no meio rural. Se nenhum deles se alicar ao seu caso específico, consulte um profissional habilitado.

TRAÇOS DE CONCRETO

Aplicações                                                                    Traço                               Rendimento por saco de cimento

Para base de  fundações e                                   1 saco de cimento                         14 latas ou 0,25 metros cúbicos
para contrapisos (concreto                                   8 latas e meia de areia
magro)                                                                11 latas e meia de pedra
                                                                           2 latas de água

Concreto para fundações                                      1 saco de cimento                          9 latas ou 0,16 metros cúbicos
                                                                            5 latas de areia
                                                                            6 latas e meia de pedra
                                                                            1 lata e meia de água
        

Concreto para pisos                                              1 saco de cimento                            8 latas ou 0,14  metros cúbicos
                                                                            4 latas de areia
                                                                            6 latas  de pedra
                                                                            1 lata e meia de água

Concreto para pilares,                                           1 saco de cimento                            8 latas ou 0,14 mertos cúbicos
vigas, vergas, lajes e                                              4 latas de areia
produção de pré-moldados                                   5 latas e meia de pedra
em geral                                                                1 lata e um quatro de água

 

Atenção: 

1) A lata de medida deve ser de 18 litros.
2) As pedras devem ser 1 ou 2.

2- Cálculo estrutural
O traço define a proporção dos componentes do concreto simples. Caso seja utilizado o concreto armado, é preciso definir também a posição, o tipo,  a bitola e a quantidade dos vergalhões que vão compor a armadura. Essa determinação chama-se cálculo estrutural  e deve ser feita, obrigatoriamente, por um profissiona habilitado.

3- Execução das fôrmas  
Como já dito, o concreto é moldável. Por isso, é preciso prever a montagem dos moldes - chamados de fôrmas, na linguagem da construção civil. As fôrmas devem ser muito bem feitas, travadas e escoradas, para que a estrutura de concreto tenha boa qualidade e não ocorram deformações ( só para se ter uma idéia, o peso do concreto é duas vezes e meia maior que o da água).
As fôrmas também devem ser estanques (sem fendas ou buracos)  para evitar o vazamento do concreto.
As formas podem ser feitas de diversos materiais: madeira, alumínio, fibra de vidro, aço, plástico.
As fôrmas são compostas de 2 elementos:
- o caixão da fôrma, que contém o concreto e, portanto, fica em contato com ele;
- a estruturação da fôrma, que evita a deformação e resiste ao peso do concreto.
O caixão da fôrma é feito com chapas de madeira compensada. Na estruturação podem ser usadas peças de madeira serrada ou madeira bruta.
Quanto ao acabamento da superfície, existem dois tipos de chapas no mercado: plastificadas e resinadas.
O aproveitamento médio das plastificadas é de 15 vezes, enquanto o das resinadas é de 4 a 5 vezes.
O travamento e o escoramento das fôrmas requerem muito cuidado. Dependendo do tamanho do vão ou do peso do concreto a ser suportado, é necessário usar peás mais robustas de madeira serrada, como tábuas, vigas ou até pranchões. As madeiras brutas podem substituir as serradas no escoramento e, eventualmente, no travamento. Mas é desaconselhável o seu uso em outras funções, como o encaibramento das lajes, por exemplo.
                       
                               O travamento, o alinhamento, o prumo e o nivelamento das fôrmas devem ser conferidos antes da concretagem, para evitar deformações no concreto.
As ferramenta necessárias para a execução de uma fôrma são : serrote, martelo de carpinteiro, prumo, linha, maangueira de nível e, eventualmente, uma bancada para "bater"as fôrmas.

4- Execução da armadura
A execução da armadura compreende as seguintes operações: corte, dobramento, amarração, posicionamento, conferência.                                                                          
As principais peças de concreto armado das benfeitorias de pequeno porte têm formato ou função de : fundações, vigas, pilares, lajes.
A armadura das fundações das obras de pequeno porte consiste, em geral, de dois ou três vergalhões.
Os pilares e as vigas têm armadura composta de vergalhões longitudinais e estribos. Estes, mantém os vergalhões longitudinais na posição correta e ajudam o conjunto a aguentar esforços de torção e flexão. As extremidades dos vergalhões longitudinais devem ser dobradas em forma de gancho, para garantir sua ancoragem ao concreto.
As lajes concretadas no local têm vergalhões nos sentidos de comprimento e da largura,formando uma tela.
O conjunto de pilares, vigas e lages é submetido ainda a outros esforços. Por isso, o cálculo estrutural determina também a colocação de uma  armadura complementar, chamada de ferro negativo.
Em geral, as armaduras são montadas no local da obra,  sobre cavaletes onde os vergalhões são amarrados uns aos outros com arame cozido.
Emendas de vergalhões devem ser evitadas. Caso ejam necessárias, devem ficar desencontradas (ou desalinhadas). O transpasse (ou trespasse) da emenda deve ter um comprimento de oitenta vezes o diâmetro do vergalhão.
Quando são usadas telas soldadas, uma tela deve cobrir 2 malhas da outra.
Tanto os vergalhões como as telas devem ser firmemente amarrados nas emendas.
O concreto resiste bem ao tempo mas a armadura pode sofrer corrosão se não ficar bem protegida por uma camada de cobrimento de, no mínimo, 1 cm de concreto. Para garantir que a armadura fique a essa distância mínima da superfície, são usados espaçadores (pequenas peças de argamassa de cimento e areia, fixadas na armadura).
As ferramentas necessária para a confecção de armaduras são: tesourão, serra de arco, Torquês, alavanca para dobrar, bancada com pinos.

5- Mistura do concreto
O concreto pode ser misturado de três modos: manualmente, em betoneiras, em usina ( central de concreto ou concreteira).

- Mistura manual do concreto:
a) Espalhe a areia formando uma camada de uns 15 cm;
b) Sobre a areia, coloque o cimento;
c) Com uma pá ou enxada mexa a areia e o cimento até formar uma mistura bem uniforme;
d) Espalhe a mistura formando uma camada de 15cm a 20 cm;
e) Coloque a pedra sobre essa camada, misturando tudo muito bem;
f) Faça um monte com um buraco (coroa) no meio;
g) Adicione e misture a água aos poucos, evitando que escorra.
É muito importante que a quantidade de água da mistura esteja correta. Tanto o excesso quanto a falta são prejudiciais ao concreto. Se a mistura ficar com muita água, a resistência do concreto pode diminuir bastante, porque os componenentes, em geral, se separam. Ao contrário, se a mistura ficar seca, ele será difícil de adensar. Além disso, a peça concretaa ficará cheia de buracos, com a aparência ruim e com baixa resistência.
A mistura do concreto deve ser uma tentativa de acertar o traço a ser adotado nas misturas seguintes com o mesmo material. Sempre que a areia, a pedra ou o cimento mudar, será necessário ajustar o traço novamente.
Caso seja difícil saber, pela observação visual, se a quantidade de água da mistura está correta, a solução é alisar a supefície da mistura com uma colher de pedreiro para ver o que acontece:
a) Se a superfície alisada  ficar úmida, mas não escorrer água, a quantidade de água está certa;
b) Se escorrer há excesso de água. Isso deve ser imediatamente corrigido: coloque mais um pouco de pedra e areia na mistura  e mexa tudo de novo, até não escorrer mais água;
c) Se a superfície alisada nem ficar úmida, é sinal de que falta água. Nesse caso, continue misturando a massa, pois, em geral, com mais algumas mexidas o concreto costuma ficar mais mole. Se a mistura ainda ficar muito seca, adicione cimento e água, na poção de cinco partes de cimento para cada três de água.  Para isso, use um recipiente pequeno (por exemplo, uma lata limpa de óleo de cozinha). Nunca adicione apenas água na mistura, pois isso diminui muito a resistência do concreto.

- Concreto misturado em betoneira
A betoneira é uma máquina que agiliza a mistura do concreto.
a) Coloque a pedra na betoneira;
b) Adicione metade de água e misture por um minuto;
c) Ponha o cimento;
d) Por último, ponha a areia e o resto da água.
A betoneira precisa estar limpa (livre de pó, água suja  e restos da última utilização) antes de ser usada. Os materiais devem ser colocados  com a betoneira girando e no menor espaço de tempo possível. Após a colocação de todos os componentes do concreto, a betoneira ainda deve girar por, no mínimo, 3 minutos.
Para verificar se a quantidade de água está correta, pode ser feirto o mesmo teste da colher de pedreiro, já descrito na mistura manual do concreto. Se houver necessidade, o ajuste da quantidade de água deve ser feito da mesma forma.
Existem no mercado betoneiras com diferentes capacidades, de produção de concreto. A maioria é movida a energia elétrica. Essas máquinas podem ser alugadas ou compradas dos seus fabricantes ou distribuidores.
As ferramentas necessárias para a mistura do concreto são: enxada, pá, carrinho de mão, betoneira, lata de 18 litros, colher de pedreiro.

- Concreto misturado em usina  (central de concreto ou concreteira)
O concreto também pode ser comprado pronto, já misturado no traço desejado e entregue no local da obra por caminhões-betoneira. Esse tipo de fornecimento só é viável para quantidades acima de 3 metros cúbicos e para obras não muito distantes das usinas ou concreteiras, por questão de custo.

6- Concretagem
A concretagem abrange o transporte do concreto recém misturado, o seu lançamento nas fôrmas e o seu adensamento dentro delas. A concretagem deve ser feita no máximo uma hora após a mistura ficar pronta. Nessa etapa é importante a presença de um profissional experiente.
O transporte pode ser feito em latas ou carrinho de mão, sem agitar muito a mistura, para evitar a separação dos componente.
As fôrmas devem ser limpas antes da concretagem. Quaiquer buracos ou fendas que possam deixar o concreto vazar precisam ser fechados. Em seguida as fôrmas têm de ser molhadas para que não   absorvam a água do concreto. Esse não deve ser lançado de grande altura, para evitar que os componentes se separem na queda. o certo é despejar o concreto da altura da borda da fôrma.          
A concretagem nunca deve parar pela metade, para evitar emendas, que ficarão visíveis depois da desforma.
O concreto deve ser adensado em camadas, à medida que é lançado nas fôrmas. Isso pode ser feito manualmente, com um soquete (haste feita de madeira ou barra de aço) ou com a ajuda de vibradores elétricos. O adensamento é necessário para que o concreto preencha toda a fôrma, sem deixar vazios ou bolhas. Quanto mais adensado (compactado)  for o concreto, maior será sua resistência e durabilidade.
As ferramentas necessárias para a concretagem são: pá, enxada, carrinho de mão, lata de 18 litros e colher de pedreiro.


7- Cura e desforma do concreto

Cura é a fase de secagem do concreto, na linguagem da contrução civil. Ela é importantíssima: se não for feita de modo correto, o concreto  não terá a resistência e a durabilidade desejadas.
Ao contrário do que se possa pensa, para uma boa cura não basta deixar o concreto simplesmente secar ao tempo. O sol e o vento secam o concreto depressa demais. Na verdade, ele deve ser mantido úmido por uma semana. Isso pode ser feito regando o concreto pelo menos uma vez por dia ou cobrindo  a sua superfície com sacaria ou capim molhados.
Mas cuidado: o concreto fresco não pode ficar encharcado nas orimeiras seis horas aós a mistura, quando ainda está mole. Caso haja o risco de cair uma chuva forte após o término da concretagem de uma peça de grande superfície, (uma laje ou um piso) o concreto fresco deve imediatamente ser coberto com uma lona plástica.
A desforma, ou seja, a retirada das fôrmas, deve ser feita depois que o concreto atingir uma  boa resistência, geralmente três dias após a concretagem.
Primeiro, são retiradas as peças laterais, com cuidado, evitando choques ou pancadas, para não estragar as fôrmas e para não transmitir vibrações ou esforços ao concreto. O escoramento das fôrmas de lajes ou vigas só deve ser retirado 3 semanas após a concretagem.
As ferramenta necessárias para a desforma são: Martelo de carpinteiro, pé-de-cabra e serrote.


 

Tabela - Sondagem

 

SONDAGENS

N.º DE FUROS

Área até 200m2

2 furos

Área até 400m2

3 furos

Área até 1200m2

2 furos

para cada 200m2

Área até 2400m2

1 furo

para cada 400m2

Acima de 2400m2

Estudo

especial

Tabela - consumo de materiais

Cálculo do consumos de materiais em estrutura de concreto.

Ferro 10g de arame recozido / Kg de ferro estrutural
80kg de ferro estrutural / m3 de concreto
18 a 20kg de ferro estrutural / m2 construção
Madeira    12 m2 de fôrma de madeira / m3 concreto
2,5 m2 fôrma de madeira / m2 construção
180g de pregos / m2 de forma de madeira
Reaproveitamento  Tábuas 60 %
Fôrmas Caibros 70 a 80 %

 

Tabela - concreto

Traço   1:1:2 1:1,5:3 1:2:2,5 1:2:3 1:2,5:3 1:2:4
Cimento/m3 KG 514 387 374 344 319 297
sac. 10.3 7,7 7.5 6.9 6.4 5.94
Litros 363 273 264 243 225 210
Areia/m3 seca 363 409 520 406 562 420
3% umi 465 524 676 622 719 538
Brita e água/m3 Lit.Br1 363 409 330 364 337 420
Lit.Br2 363 409 330 364 337 420
Lit.água 227 189 206 210 207 202
Resistência KG/cm2 3 dias 228 100 140 117 100 90
7 dias 300 254 200 172 150 137
28 dias 400 350 290 254 228 210
Altura caixa 45cmx35cm areia (cm) 28,7 21,5 28.7 28.7 23.9 28.7
B1 (cm) 22,4 33,6 28.1 33.6 33.6 22.4
B2 (cm) 22,4 33,6 28.1 33.6 33.6 22.4
Nº caixas/ 1 saco de cimento areia 1 2 2 2 3 2
B1 1 1 1 1 1 2
B2 1 1 1 1 1 2
Fator água/cimento Litros/KG 0,44 0.49 0.55 0.61 0.65 0.68
Litros/saco 22,0 24.5 27.5 30.5 32.5 34.0
 
Traço   1:2,5:3,5 1:2,5:4 1:2,5:5 1:3:5 1:3:6 1:4:8
Cimento/m3 KG 293 276 246 229 200 161
sac. 5.86 5.5 4.9 4.6 4.2 3.2
Litros 207 195 174 162 147 114
Areia/m3 seca 517 487 435 486 441 456
3% umi 662 623 557 622 564 584
Brita e água/m3 Lit.Br1 362 390 435 405 441 456
Lit.Br2 362 390 435 405 441 456
Lit.água 208 201 195 202 190 194
Resistência KG/cm2 3 dias 80 74 58 40 30 -
7 dias 123 114 94 70 54 -
28 dias 195 185 157 124 100 -
Altura caixa 45cmx35cm areia (cm) 23.9 23.9 23.9 20.7 20.7 28.7
B1 (cm) 19.6 22.4 20.0 28.0 33.6 29.9
B2 (cm) 19.6 22.4 20.0 28.0 33.6 29.9
Nº caixas/ 1 saco de cimento areia 3 3 3 3 3 4
B1 2 2 2 2 2 3
B2 2 2 2 2 2 3
Fator água/cimento Litros/KG 0.71 0.73 0.79 0.88 0.95 1.2
Litros/saco 35.5 36.5 39.5 44.0 47.5 60.0






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